Eu sou confusa. De vez em quando nem falo coisa com coisa, de vez em quando falo sozinha, de vez em quando invento palavras, de vez em quando fico com raiva de mim por inventar coisas erradas e não falar coisa com coisa e falar sozinha e ser confusa e ser metida.
O fato é que de que adianta ter as respostas? Não me satisfaz. Se eu não sei, não sossego enquanto não descobrir. E quando eu sei? Arrumo outra sarna pra me coçar, pois procuro uma nova coisa pra ocupar a cabeça. Novas perguntas. Uma vez ouvi falar que o que importa nem são as respostas, mas as perguntas. E concordo. Resposta pode ser um simples "sim" ou "não". A pergunta geralmente é complexa. Perguntas deixam sem saída. Perguntas fazem a vergonha surgir. Perguntas fazem a inibição desaparecer. Perguntas fazem o amor nascer. Perguntas fazem o tempo passar mais devagar. Perguntas fazem a nossa cabeça girar. E pirar. E sei lá, perguntas são...perguntas! Se o que importa são mesmo as perguntas...não vou mais procurar as respostas.
(pelo menos por hoje, eu prometo!)
De qualquer forma...algum dia saberemos porque existe o soluço, porque quando alguém boceja dá vontade da gente bocejar também, porque lagartixas perdem o rabo, porque caixas de bancos são antipáticas, porque o mundo gira pra lá (e não pra cá).
Um dia.
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